Terça-feira, 7 de Abril de 2009

PocketFilme


Eu nunca liguei muito pra maquiagem. Assim como a maioria das cariocas preferia um bronzeadinho natural. Porem, de uns tempos pra ca me encantei pelo universo dos cosmeticos. Adoro creminho, maquiagem , esmalte e tudo mais que temos direito!! As vezes, uso os cosmeticos como terapia. Passar uma tarde inteira em casa fazendo tratamentos no cabelo, testando maquiagem, cuidando das unhas tem o poder de limpar a minha mente e ainda faz bem pra minha auto-estima. Nessas horas acho muito bom ser mulher. Claro que tudo na medida certa, sem cair muito na futilidade!

Noutro dia encontrei um blog maravilhoso:
o PocketFilme da Luciana Schievano.Ela da muitas dicas de maquiagem, e ainda tem varios videos dela mesma se maquiando. Tudo passo a passo e com a lista do material usado.

Tenho um casamento na praia no proximo dia 16 e vou arriscar alguma dica do blog.

Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Cariocas X Paulistas


Já fiz uma busca na internet pra tentar entender, já li varias coisas, mas realmente não sei a origem dessa rivalidade. Sei que os paulistas ou paulistanos vivem dizendo que os cariocas são malandros, folgados, preguiçosos, trabalham menos e etc. Sei que em contrapartida, nós cariocas sempre dizemos que os paulistas são burros, otarios, não tem praia, e mais um blábláblá sobre o Rio Tiete. Porém, na minha vivência (e talvez não seja a mesma da maioria) sempre pensei que essa rixa tivesse um tom de brincadeira. Diria mais, acho que da parte carioca não passa de um deboche, de um sarrinho, de uma diversão. Claro que às vezes de muito mau gosto. No entanto, percebi nos últimos acontecimentos o quanto essa rivalidade é cultural da parte paulistana. Eles realmente acreditam e defendem a bandeira de todas essas bobagens em relação aos cariocas. São raras as exceções. O ódio ao carioca (no sentido geral, não ao individuo) pode ser comparado ao amor de um corintiano pelo seu time. É visceral. É cultural. E incomoda.
Sou casada com um paulista e aqui começa o meu relato.
No convívio com a família paulista, comecei a notar alguns comentários, observações, frases e etc. A princípio não dava importância, mas diante da freqüência e do conteúdo começaram a me incomodar.
É muito comum estarmos diante da televisão e após alguma notícia sobre algum crime no Rio de Janeiro escutar comentários do tipo:
“Só podia ser no Rio”,“ Jamais irei a esse lugar" " Como alguém pode viver num lugar assim".A família do meu marido não é ignorante. Já viajaram bastante pelo mundo. Pelo menos o suficiente para aprender a não formar preconceitos sobre as pessoas e os lugares.
Um dia minha cunhada, que eu adoro, vem me contar uma historia sobre um cara que estava fazendo um escândalo num parque temático. Ela fez questão de frizar “um carioca" em tom pejorativo. Não, ela não faz pra implicar. É natural e incontrolável.Uma associação na cabeça dela e deles inevitável. Não tem paulista que não dê uma leve torcidinha no canto da boca e uma empinadinha no nariz quando pronuncia a palavra carioca. Quanto mais confiança e quanto mais eles me conhecem... Mais expressam a sua ignorância em relação ao povo e a cidade do Rio de Janeiro. (ignorância no sentido de não conhecer, não ter conhecimento). As vezes, pra que eu me sinta melhor, alguém comenta, mas vc nem é mais tão carioca...e isso até me ofende!
Durante um passeio em Nassau, passamos por umas casinhas pobres e vira minha sogra: "Que casinhas feias! Ah, bom... mas ta muito melhor do que aquelas favelas no Rio de Janeiro" Ou não tem favela em São Paulo ou a periferia deve ser muito arrumada. Desnecessária a comparação.
Meu cunhado entrou de sola no assunto. Começou falando da rivalidade, até que chegou ao ponto: "ah, o carioca tem esse estigma de que não trabalha e eu realmente acho que o paulistano trabalha mais do que o carioca." Tentei me manter em cima do muro: "bom, acho que depende da pessoa". Ele: "O carioca tem fama de malandro, folgado e isso tem alguma razão, porque as pessoas trabalham mais em SP do que no Rio. Porque em São Paulo não tem praia, e o carioca vive na praia. E em São Paulo tem mais dinheiro. E O Zé Carioca e blablablabla". Eu tenho vários defeitos, folgada e malandra não estão nessa lista. Sei que não era uma critica pessoal, mas eu amo a minha cidade natal. Orgulho-me muito de ser do Rio de Janeiro. Sou carioca da gema. E seria impossível não me encher diante de tantas menções pejorativas. Foi quando perdi a paciência e respondi: “E claro, tem sempre que ter um otário pra pagar a conta". “Prefiro mil vezes um carioca malandro a um motoboy paulista"
E vcs acham que eu me sinto bem em relação a isso, em responder dessa maneira? Não. Porque eu não faço essa mesma associação. Eu não tenho nada para falar dos paulistas muito menos da cidade de São Paulo. Adoro São Paulo. E Toda generalização e burra! Sim, sou humana e sei que infelizmente também crio estereótipos e preconceitos, mas tento de toda maneira não deixar que isso influencie no meu relacionamento com as pessoas. E principalmente: me censuro para não magoar a quem eu gosto e me dou à oportunidade de mudar diante de uma experiência boa. Vide o carinho que tenho pelos argentinos depois que conheci minha grande amiga Sol.
Tem um amigo do meu marido que é ainda pior. Por exemplo, se conto de uma praia ou de um restaurante ou de um passeio ele visivelmente se irrita. Não, eu não faço comparações com São Paulo. Somente relato algo e isso é o suficiente para que ele fique incomodado e comece com o todo aquele papo de favela e etc. Uma pena! Pelo menos nisso todos tem que admitir, o carioca dá um banho de gentileza nos paulistanos. Sim, porque jamais vi alguém em minha família ou entre meus amigos fazer isso com o meu marido. Alguma ou outra brincadeira com tom carinhoso. A família do meu marido também brinca muito com o meu sotaque, mas não é sobre essas expressões de carinho que estou falando. Refiro-me ao estereótipo burro e deturpado no qual alguns paulistas que conheço se encaixariam muito melhor do que qualquer carioca. Sim, porque também tem paulista preguiçoso, folgado e malandro.
Outro exemplo que tenho da gentileza carioca foi quando meu marido comentou que não moraria mais em São Paulo por causa do transito e etc. Uma das minhas melhores amigas (carioca da gema, da clara e do ovo inteiro, daquelas que mora perto da praia e não troca o Rio por lugar algum) respondeu que durante os quase três anos que viveu em Sampa por causa do trabalho tinha uma qualidade de vida muito boa. Ainda completou que não tinha nada para reclamar e que gostava muito.Quando comecei o post fiz várias buscas na internet sobre favelas, renda per capita, jornada de trabalho no Rio e em São Paulo. Tinha pensado em publicá-las aqui, mas não era essa a real intenção do meu post. Se alguém que estiver lendo esse post realmente se interessar, vá ao site do IBGE e terá grandes surpresas. Porem, minha idéia não era continuar essa briga, muito menos tentar mostrar que o Rio e melhor do que São Paulo. Somos diferentes. A verdade e que jamais terei por outro lugar o mesmo sentimento que tenho pela minha cidade. Nos cariocas somos muito apegados a nossa terra, temos uma relação apaixonada com ela. Talvez seja esse um dos pontos de divergência, não conheço paulistanos que tenham esse mesmo sentimento pela sua cidade. Por isso se torna tão difícil entender como nos com tantos problemas como a violência, as favelas, o trafico e etc. ainda assim cultivemos um amor incondicional. Inexplicável! Porem totalmente compreendido por qualquer carioca.

Sábado, 10 de Janeiro de 2009

Outro conselho para 2009!




Va ao Dentista!!!!


Fiquei bastante tempo sem ir ao dentista! Ai, se arrependimento matasse!!!


Por sorte, nao vou precisar de nenhum tratamento de canal! Porem, tenho algumas caries...alem de muito chato, tambem e muito caro!


Ja resolvi, nao fico mais de 6 meses sem fazer limpeza e exame!


Prevenir e muito melhor. Ate porque com a idade a tendencia e piorar! E nao vai dar pra ficar banguela. Deus me livre!!!!!!

Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Que venha 2009!!











2008 foi um ano bom!
E claro que nao foi perfeito, uns probleminhas aqui, algumas perdas ali...mas a gente vai levando.
Porem, no dia 31, no ultimo minuto...eu so conseguia pensar em agradecer!!
Talvez as coisas nao sejam sempre da maneira que a gente quer, no momento exato, da cor perfeita, mas isso nao significa que tudo esta perdido. Ha algum tempo eu venho exercitando esse meu lado Poliana.
E isso, confesso, devo ao meu marido. Ele e um cara completamente de bem com a vida. Sim, de vez em quando ele enche meu saco, me tira do serio, me provoca (MUITO!)... Por outro lado e ele quem me traz pra terra nos meu acessos de loucura.
Nos mulheres temos tendencia a ver os problemas com uma lente de aumento poderosa, conjecturamos muito, nos preocupamos demais e somos capazes de deixar as minimas coisas estragarem o nosso dia (as vezes o ano inteiro). E isso ainda se agrava naquela epoca do mes.
Esse nao e um post para dizer o quanto amo ao meu marido, nem fazer propaganda dele...
Esse post e um conselho pra quem estiver procurando um companheiro, ou repensando a relacao:
Procure alguem positivo, de bom-humor, que minimize seus sofrimentos e o mais importante que te diga"a real" quando esteja perdida nos seus sentimentos e dramas. Por mais irritante que isso seja e por mais insensivel que possa parecer... ate porque quando e dito de coracao (nao somente pra te machucar) vem sempre seguido de um colinho. Alguem que tenha um plano B para aquele fim de semana chuvoso em que vcs esperavam ir a praia. Que veja a vida de maneira simples, que ame as coisas simples da vida! Que queira conhecer o mundo...mas que diante das adversidades financeiras se lembre que a Floresta da Tijuca tambem faz parte dele e por isso merece entrar para o album da familia ao lado da viagem a Montreal. E que sempre te diga que vai ficar tudo bem quando o problema e realmente serio, que te de um chao e um apoio.*1 Que olhe pra frente! *2 Que te empurre pra frente! *3
Feliz 2009!!

*1 Nao tem coisa pior do que homem que da chilique e entra em panico. Ou aquele Urubulino achando que tudo sempre pode piorar!

*2 Otro tipo ruim de encarar e aquele que adora lembrar as briguinhas. "Em 1999, vc disse pra mim blablablabla, e me magoou, nunca mais esqueci blablabla"

*3 Xo, ancora!!!


Domingo, 16 de Novembro de 2008

Resposta ao post da Luiza " Nesses Anos de vida"

Segue o llink pra quem quiser ler o post antes: http://essamocata.blogspot.com/2008/11/nesses-anos-de-vida-juntei-foi-histria.html

Eu acho o seguinte: ta sem saco... Fica em casa. Não ligue chamando pra ir ao cinema, somente pra descontar o mau-humor nos outros! Parece até que ele tinha criado outras expectativas sobre o encontro. Ou então, tem aquele tipo de pessoa que acha fashion ser mal-humorado, crítico. E até acha que está impressionando com seu show de falta de educação e gentileza, que ele confunde com “ter estilo”.
A melhor coisa a fazer nessa situação é mandar na lata: "fofinho, acho que vc não ta se sentindo muito bem hj, melhor ficar sozinho. Aproveita o escurinho do cinema pra pensar na vida". Levantar e ir pra casa. E depois morrer de rir com as amigas só de lembrar a cara do idiota! Ai, pelo menos valeu à pena sair de casa pra encontrar a figura! O ruim é que você corre o risco desse ogro realmente se apaixonar. Acho que chega uma hora que temos que ser honestas com nós mesmas! E não perder tempo com homem bobo. Se o cara num encontro como esses que todo mundo procura impressionar, ele fez questão de mostrar o mau-humor, imagina o monstro que não deve ser como namorado ou marido. Sei que alguém vai dizer: “todo mundo tem um dia ruim!” Concordo plenamente! Porém, a gente deixa transparecer quando já tem certa intimidade. As pessoas esquecem que ser gentil não é sinal de fraqueza. Só os inseguros e os que se acham muito menos gostam de sustentar certa arrogância e prepotência. Ser gentil, cortês e educado faz bem a nós mesmos. Aliás muito mais a nós mesmos do que a qualquer pessoa. E pra mim, em um homem não pode faltar bom humor e amabilidade.
Agora o que eu realmente não entendo é: por que um ex-caso (que não deu certo) resolve te chamar pra ir ao cinema? E você aceita! Tudo bem que tem aquilo de “vou pagar pra ver” ou “vou só ao cinema” ou “não to fazendo nada, quem sabe...” não sei, mas não me convence! Tem que dar chance sim, mas eu acho que é melhor dar chance pra alguém novo. Porque senão gera um ciclo de falta de compromisso, de “a gente se vê por ai” ou “depois te ligo”. E era na falta de compromisso que eu queria chegar! Vou deixar a pergunta porque esse assunto ainda da pra muitos posts:
Por que as mulheres têm reclamado tanto que os homens não querem compromisso?

Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Mário Quintana

"No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar..."

Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Ter ou não ter namorado

"Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. Quem não tem namorado é quem não tem amor é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar. Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário. Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira - d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro. Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria. Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. ENLOU-CRESÇA."
Artur da Távola