sexta-feira, 6 de junho de 2008

Sociedade Viva Cazuza!Para quem puder ajudar...

Por Lucinha Araújo

A difícil sobrevivência

Hoje sei porque as poucas pessoas fazem projetos sociais. O custo de mantê-los é enorme e a burocracia gigantesca. A Sociedade Viva Cazuza depois de dezoito anos de atividades e de ter seu trabalho reconhecido vive uma grande crise financeira. Os direitos autorais de Cazuza estão cada vez menores, o mesmo posso dizer das doações e os poucos convênios públicos que fazemos tem verba carimbada, ou seja, exclusiva para um único tipo de gasto, que no nosso caso são os alimentos e produtos de limpeza. Como mantemos uma Casa de Apoio Pediátrico, onde moram crianças com Aids, um dos nossos grandes custos é com pessoal, uma vez que trabalhamos vinte e quatro horas por dia todos os dias do ano. Apesar de contar com voluntários, que são profissionais de saúde, não conseguimos manter o trabalho com qualidade se contarmos exclusivamente com voluntários para atividades básicas como limpeza, cozinha, lavanderia, educadores e auxiliares de enfermagem.
Pedimos socorro e doações para o Banco Bradesco, Agência 887-7, c/c 26901-8.
Para ajudar a Viva Cazuza com remédios, roupas infantis, brinquedos, alimentos não-perecíveis etc., basta entrar em contato diretamente com a Sociedade.Endereço: Rua Pinheiro Machado, 39 Laranjeiras - Rio de JaneiroCEP 22231-090 - Brasil Tel.: (21) 2551 - 5368fax: (21) 2553 - 0444

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Dia do Abraço!!!


Se considerarmos o abraço como uma forma universal de obtenção de contato profundo, físico e afetivo, poderemos usá-lo como um dos possíveis instrumentos de terapia. O gesto de alargar os braços é sinal universal de paz e fraternidade; é um gesto ligado à idéia do abrir-se, à sensação de ficar em contato mais íntimo com o próximo e de estar em disponibilidade para acolhê-lo. Podemos pensar que tinha esse valor porque o primeiro movimento da criança que chora e se dirige à mãe é o de levantar os braços para ser tomado ao colo e, no abraço, têm fim tanto seu protesto quanto seu desespero pela ausência ou afastamento dela. Podemos nos lembrar também de que, abrindo os braços, sentimos uma sensação de liberação, um endireitamento da espinha dorsal, a possibilidade de que a cabeça e olhos se mantenham sustentados e sem tensões, certa expansão da respiração no ventre e no tórax. Se tudo isso ainda vem acompanhado de um contato caloroso, muscular e epidermicamente gratificante, podemos entender como esse gesto é fonte de felicidade e consegue fazer brilhar os olhos.


Pois é, durante muito tempo estivemos a procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse o nosso bom humor, que nos protegesse contra as doenças, que curasse nossa depressão, que nos aliviasse de nosso estresse, que nos fizesse chegar próximo daquele com quem brigamos. Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos laços conjugais e que inclusive nos ajudasse a adormecer tranqüilos. Encontramos ! O remédio havia sido descoberto e já estava a nossa disposição. E continua ao alcance de nossas mãos. O mais impressionante de tudo é que, ainda por cima, não nos custa nada. Aliás, custa sim, custa um pouco de orgulho, um pouco de pretensão de sermos auto-suficientes, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem dependermos dos outros, um pouco de vontade de perdoar.


É o ABRAÇO ! O abraço é milagroso, É medicina realmente muito forte. O abraço como sinal de afetividade, de carinho e de perdão pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doenças, curar a depressão e fortificar os laços conjugais e familiares. O abraço é excelente tônico ! Hoje sabemos que a pessoa deprimida é bem mais suscetível a doenças. O abraço diminui a depressão e revigora o sistema imunológico da pessoa. O abraço injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abraçada se sente muito mais jovem e vibrante. O abraço aumenta significativamente a hemoglobina na pessoa tocada. Para lembrar, hemoglobina é aquela parte do sangue que transporta o oxigênio para os órgãos mais vitais do nosso corpo, inclusive o cérebro e o coração.


O uso regular do abraço, por isso tudo, prolonga a vida, sara a depressão e estimula a vontade de viver, crescer e progredir.


Sabe quantos abraços você precisa dar por dia ?


04 __________ para sobreviver

08 __________ para manter-se vivo

12 __________ para prosperar


E o mais bonito, é que este remédio não tem contra indicações e não há maneira de dá-lo sem recebê-lo de volta !


Fonte: Portal Verde

terça-feira, 20 de maio de 2008

Reencontro...do amor!

Título: Memorial do Amor

Despedida

"Sobre nossa casa, de Jorge e minha, na rua Alagoinhas, 33, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador da Bahia, muito já se disse, muito se cantou. Citada em prosa e verso, sobra-me, no entanto, ainda o que dela falar. Fico pensando se alcançarei escrever todas as histórias, tantas, de gente e de bichos que nela passaram nesses quarenta anos lá vividos. Neste momento, quando me despeço do lugar onde passei o melhor tempo de minha vida, ao deixar Jorge repousando sob a mangueira por nós plantada no jardim, mil lembranças afloram-me à cabeça. Lembro-me de coisas que para muitos podem parecer tolas, mas que para mim não são.Lembro-me, por exemplo, de duas mimosas lagartixas que viviam atrás de um quadro de Di Cavalcanti, acima da televisão da sala, e que tanto nos divertiram. Um belo dia elas apareceram, sem mais nem menos: uma toda rosada, quase transparente; a outra com listras escuras em volta do corpo. Jorge foi logo escolhendo: 'A zebrinha é minha.' A mais bonita, pois, ficou sendo a dele. A outra, que jeito? De dona Zélia.Recostados em nossas poltronas, após o jantar, para assistir aos noticiários de TV, vimos, pela primeira vez, as duas saírem de seu esconderijo, uma atrás da outra, direto para uma lâmpada acesa, do alto, reduto de mosquitos e de bichinhos atraídos pela luz. - Elas agora vão jantar - disse Jorge.Dito e feito: as duas se aproximaram docemente da claridade, estancaram a uma pequena distância da lâmpada e, imóveis, na moita, só observando. De repente, o bote fatal foi desfechado e lá se foi um dos insetos para o bucho da lagartixa de Jorge. Diante do perigo, quem era de voar voou, quem era de correr, correu, lá se foram os bichinhos, não sobrou um pra remédio, o campo ficou limpo.Estáticas, as duas sabidas aguardaram pacientes a volta das vítimas, que, inocentes, aos poucos foram criando coragem e se chegando para, ainda uma vez, cair na boca do lobo. Ainda uma vez o lobo foi a zebrinha, que, como num passe de mágica, abocanhou um mosquito. Encantado, Jorge ria de se acabar, provocando-me: 'A tua não é de nada!'. Eu protestei e ele riu mais ainda. Brincadeira boba, inocente, passou a ser nosso divertimento durante muitas e muitas noites, muitas e muitas noites voltamos à nossa infância".

Zélia Gattai

quinta-feira, 8 de maio de 2008


Lá venho eu com a Martha Medeiros de novo...
Casei em Setembro de 2007 numa cerimônia bem do jeito que nós queríamos. Pedimos que o celebrante fizesse uma cerimônia rápida, simples,falando em Deus,mas que não fosse nada como sermão de igreja. Eu acho irreal essa história de até que a morte os separe.Primeiro porque eu acho que hoje em dia as coisas mudaram e porque também não gosto da palavra morte numa ocasião tão especial!


PROMESSAS MATRIMONIAIS

Martha Medeiros

Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento na igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre: "Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?" Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:

- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?

- Promete saber ser amiga e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?

- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?

- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?

- Promete se deixar conhecer?

- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?

- Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?

- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?

- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?

- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?

Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

DESABAFO

Gente,achei essa notícia no site da globo.com...achei o cúmulo do absurdo. Pergunto: onde está a liberdade de expressão? Desculpe,acho que temos que respeitar as outras pessoas,seu trabalho,mas o estudante nem usou palavras de baixo calão,simplesmente expressou sua opinião,que pode ser que seja verdadeira!!!
Tem tanta coisa muito mais grave no nosso país e ninguém toma atitude. O que me revolta é que o sujeito que estava dirigindo o carro no acidente que matou meu primo de 17 anos, não pegou pena NENHUMA,zero...está aí, livre leve e solto...mesmo tendo culpa (estava dirigindo a mais de 150 Km/hr dentro da cidade,numa via que deve ter um limite de no máximo 60 Km/hr.
Agora,por favor,leiam e me digam sua opinião sobre o assunto!!!
Do G1, em São Paulo, com informações do iBahia.com

Um estudante de administração foi condenado pela Justiça a pagar mais de R$ 12 mil de multa por ter ofendido a coordenadora de uma universidade particular, em Salvador.

Em maio de 2006, durante protesto contra o aumento das mensalidades, o aluno criticou a coordenadora. O estudante, que está no último semestre de administração, teria dito que ela era “péssima coordenadora”. A coordenadora ficou ofendida e processou o rapaz por injúria e difamação. A pena inicial de prisão por dois meses e vinte dias foi convertida no pagamento de 30 salários mínimos, o que equivale a pouco mais de R$ 12 mil. O estudante afirmou que pretende negociar para tentar converter a pena em serviços à comunidade.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Que papelão,hein!


Particularmente eu acho que o comportamento sexual de cada um não tem nada a ver com a vida profissional da pessoa, vide Bill Clinton. A traição dele era um problema dele e da mulher dele...mas como Presidente dos Estados Unidos ele não deixou a desejar.
Lembrei do caso Cicarelli...a coitada estava com o namorado,aproveitando (e bem aproveitado!!!) e olhem no que deu...pra mim foi uma total falta do que fazer dessa pessoa que filmou o casal naquele momento,digamos,íntimo. Claro,eu morreria de vergonha,mas cada um cada um!

Agora,um cara rico,famoso, com NAMORADA, cheio de mulheres lindas correndo atrás, vem me fazer um papelão desses...envolvido numa confusão de quinta categoria...com travecos!!!!!!!!!! Que fim de carreira hein Ronaldo!
Tentativa de extorsão ou não, a verdade nua (ou quase!!) e crua é que ele estava num motel com travecooooos...sim,o Ronaldo,fenômeno, o maior "garanhão"...

Não resisti....tive que comentar!!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Seja feliz!

Espelho e desejo

Martha Medeiros
13 de dezembro de 2004

Uma amiga me diz que não suporta mais se olhar no espelho. Ela está se achando gorda, feia, desprezível. Antigamente, eu talvez dissesse a ela que está na hora de fazer uma dieta e dar uma ajeitada no visual, mas hoje em dia aconselho outra coisa: está na hora, isso sim, de trocar de espelho.

Ela está apenas um pouco acima do peso ideal, e feia não é de jeito nenhum. É uma mulher inteligente, divertida, bacana. O problema é que está totalmente focada no trabalho, não tem se relacionado com ninguém. Não namora. Não quer nem pensar em seduzir ou ser seduzida, fechou pra balanço. É é justamente este o espelho que está lhe faltando pra ver-se com olhos mais generosos.

A gente se apaixona por si próprio à medida que nos enxergamos através dos olhos dos outros. Isolados numa ilha - ou trancados num apartamento - a tendência é não enxergarmos grandes atrativos em nós. Mesmo sabendo que somos pessoas legais, quem confirma isso? Ok, com a auto-estima em dia, não dependemos tanto assim da apreciação alheia. Mas ninguém consegue manter-se em alta por muito tempo sem comprovar que é amado, gostado. Em suma, desejado.

Todo ser humano necessita despertar desejo. Quando as pessoas nos olham e não nos diferenciam de uma cadeira, a coisa vai mal. Isso acontece muito naquela instituição, como é mesmo o nome? Casamento. Os dois seguem se amando, mas já estão há tanto tempo juntos que não faz mais diferença se a mulher embarangou ou se o marido perdeu os dois dentes da frente: "amo você de qualquer jeito, bem". Ama, sem dúvida. Mas não nos enxerga mais. É aí que mora o perigo. Homens e mulheres precisam de um espelho que lhes diga constantemente o quanto são interessantes e atraentes. Se o espelho rachou em casa e não reflete mais nada, das duas uma: ou a gente se entrega ao desleixo, ou vai buscar reflexos de si mesmo em outro alguém.

Conheço garotas muito mais gordas que minha amiga, e menos bonitas e inteligentes do que ela, mas que não sentem vergonha do próprio corpo, seguem no jogo da vida, ganhando mais do que perdendo. São bem amadas por amigos e namorados, portanto a imagem que têm delas mesmas é menos rigorosa. E acabam se tornando belas de verdade.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

As legítimas

Sou conhecida por amar as Havaianas. Não sei se isso se deve ao fato de eu ter 37 pares…

Sim,eu disse TRINTA E SETE. São pra todos os gostos, de todas as cores, bordadas ou não. Nunca consigo comprar uma só. Aliás,por mim,eu só usava Havaianas.
Ok, confesso, sou uma Havaianólatra.
Lembro da época que elas não custavam mais do que R$5. Era até difícil de achar.Mas aos poucos,elas foram tomando conta do mercado. Já disse Jorge Amado: “calça do mais pobre ao mais rico.”

As Havaianas foram criadas em 1962 inspiradas nas sandálias de dedo japonesas Zori. A Alpargatas começou então a produzir sua versão brasileira com um grande diferencial: a borracha. Nasce um produto natural. 100% nacional. Durável, confortável e muito barato.

Em 1994, para sair da crise causada pela queda das vendas e da rentabilidade, a marca Havaianas lança sandálias monocromáticas: as havaianas top. Acompanhado por um conjunto de ações de marketing bem estruturado. O lançamento ganha os pés das classes mais altas da população.

E não me venham com a Ipanema...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Think Globally, Act Locally


Eu,que nunca fui das mais ecológicas (ao menos não na prática), estou me conscientizando que se não fizermos a nossa parte, em pouco tempo a natureza estará totalmente desequilibrada e destruída.
Tenho tentado usar menos água e levar minha própria sacola no supermercado.São pequenas coisas que feitas por milhares de pessoas fazem TOTAL diferença.

Minha Mãe sugeriu que eu desse uma olhada no site da Ellen Jabour. Confesso que no primeiro momento,nem prestei atenção. Mas hoje lembrei e resolvi dar uma olhada,já que as dicas dela sempre são boas. Achei sensacional!! Muito bem feito e criativo,além de útil!

Então,nem que seja por curiosidade, confiram:

http://www.ellenjabour.com/

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Somos de todos os lugares!

Frequentemente me deparo com as crônicas da gaúcha Martha Medeiros e penso que gostaria de tê-las escrito! Essa é uma delas,que guardo até hoje por ter um significado especial.

Faço das palavras dela,as minhas.

Alguém escreveu que o público que lotou o Teatro do Sesi para o show da Maria Rita, em novembro passado,estava na verdade fazendo as pazes com Elis Regina. A declaração aludia, naturalmente, ao fato de Elis ter saído do Rio Grande do Sul para morar definitivamente no Rio, coisa que na época não foi bem digerida pelos gaúchos. Pois é, este assunto ainda dá pano pra manga.

Lembrei disso quando soube, recentemente, que o escritor francês Gustave Flaubert repudiava a França.Ele achava que a sociedade francesa era puritana,esnobe, presunçosa, racista e empolada, e preferia mil vezes o Oriente Médio, em especial o Egito. Entendo isso mais ou menos como alguém gostar mais de um amigo do que de um irmão de sangue. Irmão é destino, já o amigo é uma escolha, e não raro temos mais afinidade com este do que com aquele.

Com lugares, dá-se o mesmo. Certas cidades ou países são capazes de respaldar nossas idéias e valores,enquanto que em nossa própria terra não conseguimos desenvolver nossa identidade. É um descompasso:simplesmente não somos parecidos com o jeito da nossa cidade pensar.

E aí, o que se faz? Ficar e amargurar-se o resto davida pela falta de identificação?

Exigem-nos fidelidade plena. Se você preferir algo que não é legitimamente "seu", ninguém vai achar simplesmente que você preza sua liberdade de escolha:nada disso, irão decretar que você não tem caráter.Quem tem caráter não fala mal do Brasil, quem tem caráter não questiona raízes, família, pátria:agradece o que ganhou de presente da vida, não faz comparações e muito menos se queixa. O Rio de Janeiro lhe é mais amistoso que Porto Alegre? Você não gosta de cinema brasileiro? Prefere jazz ao samba? Pegue suas coisas e nunca mais nos dirija a palavra.

Oportunidades de trabalho existem nos quatro cantos do planeta. Nossa cara-metade pode estar a nossa espera em Hong Kong ou no Recife. Nossos sentimentos não possuem comprovante de residência nem atestado de bons antecedentes.

Somos meio indígenas, uruguaios, marcianos, somos pessoas direitas e cheias de pequenos pecados, somos uma mescla do nosso pai, da nossa mãe e dos vizinhos malcriados da nossa infância, aqueles que nos ensinaram o que não se podia saber. Temos tanta chance de ser feliz em Caracas como de sofrer de depressão no coração da nossa cidade natal, quem de nós já testou meia-dúzia de possibilidades, entre as milhões que há?Pazes feitas com Elis Regina, pazes feitas com quem foi feliz onde quis, pazes feitas com as escolhas dos outros e as nossas: não há lugar melhor do que aquele em que nos encontramos - fora ou aqui, mas dentro de nós.

Martha Medeiros
Jornal Zero Hora, 2003.



Se gostou,fica a dica dos livros:

Strip-Tease (1985),
Meia Noite e um Quarto (1987)

Persona non Grata (1991)
De Cara Lavada (1995)
Poesia Reunida (1998)
Geração Bivolt (1995)
Topless (1997)
Santiago do Chile (1996).
Trem-Bala (1999)

Non Stop (2000)
Divã (2002)

Montanha Russa (2003)
Selma e Sinatra (2006)
Tudo que Eu Queria te Dizer (2007)